Consciência Negra 2009: Debate sobre turismo étnico

Billy Arquimimo fala sobre turismo étnico. Foto: Fernando Vivas | AG. A TARDE
O que significa turismo étnico? O turismo em Salvador, tão centrado na cultura afro-brasileira, já não seria étnico por natureza? Esta e outras questões sobre o tema foram abordadas nesta entrevista que fiz com Billy Arquimimo, coordenador de Turismo Étnico, da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia. Para ouvir clique aqui.
O programa do governo surgiu há três anos e tem como principal alvo os afro-americanos. Além de Salvador, o programa envolve cidades do Recôncavo como Cachoeira. Aproveito para pedir desculpas a vocês por não ter colocado um novo aúdio ontem, mas aconteceram uns problemas técnicos que impediram a postagem.
O caderno especial circula na sexta-feira. Esta é uma prática que A TARDE adota desde 2003 e atenção professores: este ano as dicas para o uso das reportagens em sala de aula ganharam um espaço maior. Elas foram elaboradas pela professora e especialista em planejamento educacional, Josiane Clímaco. Outra novidade é que a professora Josiane incluiu nas dicas a indicação da turma educacional que pode ter um melhor aproveitamento com a aplicação das sugestões.
Amanhã estarão aqui mais novidades sobre esta cobertura especial e multimídia do Grupo A TARDE em comemoração ao Dia da Consciência Negra que terá Salvador como a sede nacional da festa.

Esse governo, Wagner, é muito “cara-de-páu”. O turísmo étnico, já era desenvolvido junto à comunidade afro-americana, há muitos anos, pela Bahiatursa e agora eles se tiram de donos do acarajé. Baianas, cuidado, daqui a pouco eles vão querer cobrar direitos autorais, por vocês axistírem, já que devem ser criação deles, também. Estão bem inspirados pelo presidente Lula, que acredita que antes dele nada existia.
Surpreende que a Bahia, estado cuja capital é a cidade não africana de maior população negra do mundo, não tenha ainda instituído o 20 de novembro como feriado, a exemplo de outras capitais brasileiras (cerca de 435 municípios brasileiros adotaram o feriado de 20 de novembro). Seria esse mais um sinal do racismo inerente a cultura baiana, já materializado (e fartamente noticiado) em racismo institucional mais de uma vez na história recente de nosso estado? A Bahia é um estado que se orgulha de suas raízes negras ou apenas busca capitalizar a influência africana na construção da cultura baiana cuidando de manter a grande população de negros que temos subjugados e à margem da sociedade? Seria a negação do feriado de Zumbi dos Palmares uma demonstração de lealdade ao mártir branco, Tiradentes?
Oi Billy:
Li sua entrevista, muito interessante, por favor entre em contato comigo, pois estou fazendo um trabalho justamente sobre turismo e esta matéria me dará subsídios para meu trabalho.
Colega da cobafi Lembra!!!!!!!!!!!!!!!
Fátima
Infelizmente o turismo étnico que os afro-americanos buscam (e acham!) na bahia são nossas meninas ( e/ou meninos), que sem ter oportunidades se entregam por alguns dólares.
A questão de nossas raízes deve ser focada na realidade de nossos tempos e não num ideário étnico – histórico, onde se coloca sempre a figura do negro como remanescente de escravos. A África é a terra das oportunidades para o futuro, há muito o que crescer e se desenvolver lá, há muitas riquezas, belezas naturais e cultura a serem descobertas.
A propósito existe algum curso de Kiswahili em Salvador ? Não ! As línguas africanas ficaram restritas a ritualística do candomblé e vinculadas às religiões africanas.
O que sobra é Acarajé e Samba de roda…
NOS IDOS ANOS 70 E 80, QUANDO SER ATIVISTA DO MNUCDR – MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL, ESTE ERA O NOME, E QUE PARTIDO POLÍTICO NENHUM QUERIA SE ENVOLVER, QUE SÓ OS “NEGROS RETINTOS” E UNS POUCOS “SARARÁS CRIOULOS” OUSADOS, OUSAVAM REUNIR-SE PARA DISCUTIR O “20” E ARTICULAR COM COMPANHEIROS DE OUTROS ESTADOS, PARTICIPAR DAS VAZIAS PASSEATAS, DE PÚBLICO, PORÉM CHEIAS DE CERTEZAS E DE ESPERANCA, QUE UM DIA SERIA DIFERENTE, DEFINIMOS QUE O “20” NÃO PODERIA SER FERIADO, PARA SER MAIS UM DIA DE PRAIA, SAMBA, SUOR E CERVEJA, NINGUÉM PRECISA LARGAR O SUA ATIVIDADE LABORAL PARA TER CONSCIÊNCIA DA SUA, DA NOSSA NEGRITUDE, PRECISAMOS APENAS ABRIR MAIS NOSSAS CABEÇAS. QUANTO AO TURISMO ÉTNICO PRECISAMOS TOMAR CUIDADO, PRECISA-SE SABER EM QUE ASSUNTO ESTAMOS A “FUTUCAR” NÃO FUTUQUEMOS COM VARAS CURTAS.
Mawanafunzi, acredito estar havendo uma confusão de etnias. Não sou advogado de ninguém, mas trabalhei muito tempo na área de aviação e turismo e nunca tive notícias de envolvimento de afro-americanos em turismo sexual. Eles vem todos os anos e em grande número preferencialmente para a festa da Boa Morte em Cahoeira. Acredito que se tentar reservar hoje uma pousada ou hotel para agosto, época da festa, certamente não conseguirá. Os afro-americanos já o fizeram.
Grandee Billy!
Ai sim é um lutador pela conciencia negra na Bahia!
Já fui 8 vezes a Salvador e amo a cidade, apesar dos problemas. Nao vejo mais branco e negro mas só a pessoa. Tenho 65 anos. Minha nora é preta como sua família, meu filho (ele trabalhava como médico em dois hospitais em Salvador) é loiro e minha netinha é uma típica baiana, mais preta que sua mae, uma joia. Tem 7 anos e pratica capoeira há dois anos. Moram na Alemanha, como eu. Meu melhor amigo em Salvador é um jovem carteiro, preto, inteligente, com muito humor. Sim, parece que ainda existe racismo ou melhor, falta de consciência. Um bom exemplo é: No casamento do meu filho uma tia da minha nora disse: “Que bom que ela se casa com um branco!” Eu estou orgulhosa em ter uma família tao maravilhosa que foi o melhor presente na minha vida.
O Dia da Consciência Negra é um excelente ensejo para discutir o desenvolvimento do Turismo Étnico no Brasil.
Só mesmo um negro como Billy, para atuar de verdade nesta coordenação do Turismo Étnico-Afro e da visibilidade ao que já existia mais não em prática. Billy estar dando vida ao seguimento do turismo para negros terem acesso as comunidades remanescentes e comunidades negras dentro e fora de Salvador. O motivo de eu estar aqui discutindo isto é porque a capoeira é um dos instrumentos que possibilita não só o afro americano a ter este contato com estas comunidades, mais direciona também um conceito claro de proximidade com outras raças no qual eu com a capoeira venho trabalhando durante o ano inteiro nas minha viagens e quando chega no mês de agosto junto com o apoio da coordenação do turismo étnico-afro conseguimos trazê-los para a cidade de Cachoeira e outros municipios do estado da Bahia.
Nunca tive esse acesso e agora com o Coordenador Billy as coisas estão mudando.
Aqui, não estou discutindo etnia e nem questões raciais e sim a possibilidade de um reencontro com nosso povo, seja ele africano, americano, frances, inglês, etc. o que for, o importante que esses negros tragam as suas lingua para nos entendermos mais e aprendermos o que é uma nova África.
Billy,
Admiro-te muito como pessoa e como cidadão. O mundo precisa de pessoas como você, por isso sempre seguirei atrás de ti pelos seus caminhos.
Grande abraço
Maurílio
Sou negro tem uma resalva a fazer ouvir hoje pela manhã que o povo negro deveria orgulhar-se e comemora o dia 20 de novembro , o que eu tenha a dizer é que não só o povo negro mais o povo brasileiro, porque Zumbi de Palmares foi um heroi que lutou para libertar brasileiros, que estavam
sendo aprisionados e maltrados por portugues e,alguns brasileiros desendentes direto de Portugal
Billy, você é o cara rsrsrsrsr!!
oi bille te amor viu