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Cena de novela causa indignação

Taís Araújo ao lado do autor de Viver a Vida, Manoel Carlos. Foto: TV Globo|Rafael França

Taís Araújo ao lado do autor de Viver a Vida, Manoel Carlos. Foto: TV Globo|Rafael França

A cena da novela Viver a Vida em que o personagem de Lília Cabral, Tereza, humilha Helena, vivida por Taís Araújo, indignou várias pessoas . Via e-mail ou em sites especializados, lideranças do movimento negro estão expondo seu repúdio às  imagens exatamente na semana em que se comemora o Dia Nacional da Consciência negra.

Não poderia ser diferente, afinal Helena, negra, se ajoelha, chorosa, diante de uma enfurecida Tereza, branca, que lhe aplica um tapa no rosto.  A moça recebe o tapa e não reage.  Um assunto espinhoso e  uma cena forte.  O assunto, com certeza, vai render.

107 Comentários »

  • Dandara Eloá disse:

    Boa noite para todas e todos.
    Bom ñ asstistir a novela ,pois assisto pouco a tv,mas pudi rever a cena e fiquei indignada com o que vi.É inaceitável que ñ tenhamos uma visão crítica do quiz retratar a cena desta quarta feira.
    Ao ver Helena (Taís Araújo,mulher negra)ajoelhada e arrasada de cabeça baixa e Tereza (Lilia Cabral,mulher branca) de pé como num ato de submissão do branco p/ o negro.É terrível o modo que a elite transmite o racismo de modo tão explícito e prposital.pois exibir num horário de grande audiência e que a população negra se encontra assisti a este tipo de novela,na qual se torna um fato dispresível pra aquelas pessoas q ñ tem o olhar crítico.Isso ñ pode ficar por isso mesmo,Manoel Carlos precisa de uma resposta!!!
    É fico por aquii,porém esperando que isto ñ se cale.
    Abraços a todas e a todos.

  • jucelia disse:

    A todos que deixam de fazer coisas importantes pra assistirem novelas onde o luxo e a extravagância são colocados acima de tudo, espero que sintam-se satisfeitos, da ibope a televisão brasileira que não mostra a cara do Brasil, seus cidadãos não são devidamente retratados( negros e indios) , como se todos fossem europeus. Abram os olhos, não enriquecemos com produtos dirigidos a classe A,pelo contrário nos conscientezamos mais ainda do quanto somos injustiçados, onde estão as reformas na educação? saúde? e o lazer para bairros pobres e populosos. Tenho a certeza que foi muito mal intencionado esse capitulo, a globo jamais permitiria que um negro mantivesse status mais que brancos. Mas somos lutadores, caso contrário teriamos sumido literalmente do mapa, mas persistimos, enfrentamos preconceitos e conseguimos manter a dignidade.

  • Moacir Afanje Eui disse:

    É interessante que apesar de ter sido uma das primeiras emissoras de televisão a ter como protagonista de novelas um casal negro…ainda não consiga pensar nas proporçôes que determinadas cenas pode causar …realmente a cena foi forte ver Helena ali de joelhos,fragilizada …Eu gostaria que a emissora cuida-se melhor da imagem desses grandes e talentosos atores…eu gostaria que ela terminasse feliz e bem sucedida com um belo e rico empresário negro que de fato a ame.

  • Denise Maria disse:

    Para Claudia

    Sinceramente, tenho que …É muita inocência acreditar que uma atriz negra é vista igualmente como uma atriz branca, num país em que é necessário estabelecer cotas para que negros tenham acesso à universidade, ou que seja necessária a idealização de um Estatuto da Igualdade Racial que para atrizes e atores negros tenham o direito de aparecer na televisão.
    Será que as cotas foram criadas porque o negro não tem capacidade, ou porque foi colocado à margem da sociedade ao longo dos anos, e essa atitude não passa de uma reparação histórica?
    Quantos anos mais serão necessários para investimento na educação, para que os negros tenham acesso à universidade? Vamos esperar mais 100 anos?
    Digo, que tanto as cotas, quanto uma atriz negra em posição social de destaque incomodam a uma parcela da sociedade, que é branca e deseja a manutenção de esteriótipos que só servem para a manutenção de discursos como: negro no papel de escravo, negro na cozinha, negra como esteriótipo erótico, lascivo, negro incapaz, coitadinho, etc.
    Sinceramente, o que me deixa mais incrédula nisso tudo, é ver a maior parte da população manter um posicionamento natural diante dessa vergonha que foi a cena de Taís Araújo”
    Inacreditável!!
    Enfim, Claudia, finalizo como você.
    Bom, fico por aqui, até a próxima indignação que eu resolva externar.

    Denise Maria.

  • Samuel disse:

    Pessoalmente acho muito mais ofensiva a cena de outra novela descartável em que uma menina, negra, lê com entusiasmo contido o livro “Não Há Racismo no Brasil”.
    Que há uma forte carga racista na cena em questão é óbvio, mas a negação dessa realidade racista no Brasil – negação essa tão cara a classe média brasileira, a ponto de muitos apontarem como racistas aqueles que bravamente colocam essas situações racistas à tona – é muito mais nociva.

  • Idalina disse:

    Olá gente, eu concordo com muitas posturas das pessoas que se manifestaram, inspirado nisso publicizei essa página para amigos via mail, acho excelente questões como essa serem discutidas e o mais importante é serem vistas, escancaradas, como vários casos de racismo no Brasil, embora a vergonha de ainda existirem, fico feliz por virem a tona. Acredito que devem sim serem mostrados e para aqueles que acham que negro vê racismo em tudo, sinceramente ingenuidade é o alíbe dos medíocres. Falta de consciência crítica não dá mais pra suportar!
    Só quero parabenizar a mediadora desse canal de discussões.

    Abs a todos e todas.

  • Gevaldo disse:

    Não assistir a esta cena, mas, diante dos comentários, tenho convicção de que o escritor Manoel Carlos perdeu uma grande oportunidade de reparar as agressões que ele e a emissora em que trabalha cometem contra negros. Contudo, é importante que esta questão seja discutida constantemente, a fim de que possamos acabar com o mito de que no Brasil não há racismo. Pois, neste país, a elite não adimiti a ascenção social dos negros. E, através de discursos camuflados, tentam barrar, a qualquer custo, os mecanismos que possibilitariam a diminuição da desigualdade social. Por isso, é preciso que estejamos conscientes e atentos, para que não sejamos enganados por esta emissora e seus protagonistas, que lutam pela manutenção de um sistema excludente e discriminatório.

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