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Aviso aos navegantes: Férias!

Depois de um ano intenso e o começo de outro com tropeços, batalhas e conquistas eis que o meu período de férias chegou. Para manter o descanso que preciso, o Mundo Afro também entra em um período de pausa.

Obrigada a todos que sempre passam por aqui e que são o motivo de sua cotinuidade. Espero contar com vocês no retorno em abril. Abraços.

Resultado da II Promoção Cultural

Dadá Marques é o vencedor da II Promoção Cultural do Mundo Afro. Das indicações apresentadas, a dele foi a única que melhor se aproximou do pedido que foi feito.

Eis a resposta de Dadá: os três alabês são; Litinho, 55 anos, Deco, 27 anos e Roberto, 25 anos – todos do Terreiro Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas, do babalorixá Balbino Daniel de Paula. 

Embora o Aganju fique em Lauro de Freitas, considerei a resposta, afinal é também Região Metropolitana de Salvador (RMS). Parabéns a Dadá e fico aguardando o seu endereço para enviar o brinde que é  o CD Tributo à Ancestralidade, produzido por Jaime Sodré e Carlos Maguari.

O outro exemplar  fica guardado para um novo sorteio e prometo que vou pensar em uma fórmula de incluir os leitores do Mundo Afro também de outras cidades.  

Promoção Cultural termina amanhã

II Promoção Cultural do Mundo Afro oferece CD Tributo à Ancestralidade. Foto: Reprodução| AG. A TARDE

Amanhã termina o prazo para a participação na II Promoção Cultural do Mundo Afro. Para participar é necessário mandar o nome de três sacerdotes músicos de um terreiro de candomblé baiano e suas respectivas idades. É preciso acrescentar também o nome do terreiro, endereço nação e liderança. As duas indicações vencedoras serão aquelas cujas idades somarem o maior número de pontos.

É necessário também mandar o nome completo e endereço do participante, informações que não serão publicadas. Elas servem apenas para o envio do brinde, que  é o CD intitulado Tributo à Ancestralidade, produzido por Jaime Sodré e Carlos Maguari. O trabalho é uma reprodução do cortejo do presente de Iemanjá realizado pelo terreiro Omon Ilê Agboulá. A comunidade religiosa fica em Ponta de Areia, na Ilha de Itaparica e é o mais conhecido templo dos dedicados ao culto de Babá Egum.

A produção tem também um registro curioso: o encontro entre o cortejo do Agboulá e uma procissão católica. Imperdível, não? Continuem mandando suas respostas.

Para ouvir uma das faixas do CD é só clicar aqui

Jaime Sodré em dose dupla

Mundo Afro tem hoje dois artigos de Jaime Sodré. Foto: Manuela Cavadas| AG. A TARDE

Hoje temos a inteligência do professor Jaime Sodré em dose dupla: o primeiro capítulo da série Educaxé deste ano e um artigo muito interessante que saiu publicado na página de Opinião da edição de hoje de A TARDE. Confiram este duplo presente.

Balaio de Ideias: Lazzo I, o Magnífico

Professor Jaime Sodré sugere Lazzo como Rei Momo 2011. Foto: Divulgação

Jaime Sodré

Como sempre acontece no pós-Carnaval, a promessa é sempre começar a visulumbrar atitudes e mudanças para o próximo, enquanto procuro entender as vazantes de dois rios que parecem não se cruzar: um, caudaloso, pensando o Carnaval como uma atividade de negócios; o outro pensando o espaço da folia como oportunidade de expor aos olhos de muitos as suas qulidades culturais, apostando no direito à diversão e estímulo à estima. Negócios não são maléficos, o comércio também fez parte dos contatos milenares entre os povos. O que fico a meditar é sobre a razão de estes dois rios não se cruzarem.

Patrocínios para uns, negação para outros. Consumidores em maioria, somos esquecidos quando se trata de blocos afros ou personalidades musicais negras em busca da chancela comercial. Desde o ritual da manhã até o anoitecer estamos lidando com produtos os mais diversos, porém isso não sensibiliza as empresas, nem ao menos uma simples pasta dentrifrícia lembra-se que escovamos os dentes, ou não? Sabões, detergentes, desodorantes comprometidos com o asseio e limpeza não patrocinam ao menos a Lavagem de Itapuã, manifestação de asseio físico e espiritual.

No Carnaval o governo atende com um oportuno aparato financeiro aos blocos afros, com o programa Ouro Negro. Em boa hora, mas não basta, necessita-se de recurso privado, até porque ao governo cabe empregar os nossos recursos não só na folia, temos a saúde, escola, seguraça etc, para cuidar.

Mas, enquanto estudava a economia do Carnaval no âmbito da indústria cultural, na boa monografia de Bruna Silva e nos dados sobre os custos dos abadás e similares, elaborado pela Prof. Lúcia Maria, buscando compreensão e luz, não vi Lazzo Matumbi passar com o seu bloco Coração Rastafari, fundado, em 1998, com o objetivo de criar um espaço para o reggae no Carnaval. Bloco que saía sem corda e seguindo os conceitos de paz, igualdade e respeito. Lazzo, dono de uma voz privilegiada, um artista completo, um dos mais e merecidos aclamados cantores da comunidade baiana, não desfilou, problemas com patrocínio, ou de quem não reconhece neste astro uma oportunidade de atrelar os seus produtos a uma estrela ímpar.

Recordo de um artista negro sobre um trio, o dançarino Sebastian, recomendando um grande magazine. Aguardo ainda um bom anúncio da nossa (diva) Margareth Menezes, em tempos de Beyoncé. Questionava-me uma mulher afrodescendente não visualizar semelhante, nem em anúncios de absorventes. Será que mulher negra não menstrua? Indagava, satirizando, claro.

Em 1959 o radialista Edmundo Viana e o jornalista Silva Filho colocaram o inigualável Ferreirinha, motorista da Sutursa, como rei Momo, ficando na função até 1988. Desfilava em carro alegórico do Campo Grande até a Praça Municipal, recebia a chave da cidade e hospedava-se no Hotel da Bahia.

Em 1990 aconteceu o primeiro concurso para a eleição do Momo. Salvador assiste na contemporaneidade a um novo processo de escolha do rei. Tivemos o Rei clarindo Silva, polêmico, inusitado, que, seguindo a tradição histórica, recebe o epíteto de Clarindo I, ” O Quebrador de Paradigmas”. Situação interessante, inagurou-se a presença do “magro” nos dias “gordos” de Carnaval. Segue-se Gerônimo I “O Filho de Oxum”. Até há poucos dias estávamos sob as ordens de Pepeu Gomes I, “O Discreto”, magistral guitarrista que não se fez acompanhar da rainha e princesas do Carnaval, ao que me parece.

Ainda seguindo as prerrogativas históricas, “antes que algum aventureiro ponha a mão na coroa carnavalesca”, permitam-se pleitear para 2011, a posse de Lazzo Matumbi I, “o Magnífico”. Requisitos históricos ligados ao Carnaval não lhe faltam, somado ao fato de ser um dos primeiros cantores do Ilê Aiyê e, com certeza, a cor desta cidade é também dele. Porte, elegância e nobreza estão ali. Espero estar cumprindo a vontade de muitos: nós, súditos de vossa majestade, rogamos que aceite concorrer. Em sendo eleito, com aquele vozeirão, cante de cima do trio, para todos: “Vem correndo me abraça e me beija”, em tom de reparação.

Professor universitário, mestre em História da Arte, doutornado em História Social e religioso do candomblé

Educaxé: Arte iorubá

Máscara Geledé Balogun do Museu Afro Brasileiro. Foto: Margarida Neide | AG. A TARDE

Jaime Sodré

O povo yorubá soma aproximadamente 12 milhões de habitantes, tendo um país com uma larga produção de arte tradicional. Muitos dos que vivem no sudeste da Nigéria são considerados comunidades adicionais a oeste, entre a República do Benim e do Togo.

Esta área está dividida em aproximadamente vinte subgrupos, cada um com seus reinados tradicionais. Escavações em Ifé encontraram cabeças de bronze ou terracota e figuras longas da realeza e elementos do universo superior estrelado. Retratos naturalistas cada um previamente conhecidos na África.

As raízes artísticas e culturais de Ifé, com seu período clássico (a.C. 1.050-1500), encontram-se no antigo centro cultural de Nok no nordeste. De mentalidade religiosa é natural que permaneça obscuro. Nos anos 20/30 os yorubás se alojavam em fazendas, outros viviam em cidades, em cabanas, fechados em comunidades ou no campo, cultivando milho, feijão, aipim ou mandioca, inhames, amendoim, café e banana, controlados por negociantes. Também temos mercadores e artistas; ferreiros, artesãos de cobre, bordadeiras, escultores em madeira, trabalhando de geração a geração.

Os deuses yorubás formam um interessante panteon cujo deus criador é Olodumaré, seguido de mais de cem orixás e espíritos da natureza, habitantes de rochas, árvores e rios. Algumas peças representam Xangô, divindade dos raios, esculpidas em madeira e guardadas em santuários. Os escultores exercem as suas tarefas em atelieres com aprendizes onde são transmitidas as técnicas e os estilos preferenciais.

Por toda yorubalândia figuras humanas são representadas em formas basicamente naturais, mas exceto por seus olhos salientes, planos e projetados, lábios paralelos e orelhas estilizadas. No âmbito dos cânones básicos da escultura yorubá alguns traços são distinções particulares de determinados artistas de forma individual.

Hoje está em numerosos cultos. O culto Geledé homenageia o poder das velhas mulheres, durante os festivais Geledés. Esculturas em máscaras com formas humanas são apresentadas, geralmente desgastadas pelo uso. Encimando algumas máscaras, uma ou outra, há elaborados arranjos de penteados ou uma escultura representando os humanos em alguma atividade.

As máscaras do culto de Epa são relacionadas aos ancestrais e a agricultura, com variedades harmônicas que aparecem nas cidades. A máscara possui aspectos particulares, nos olhos, na altura de grande complexidade. Geralmente elas são usadas em ritos funerários ou ritos de passagem, e são, geralmente, compostas de inúmeros elementos, usualmente uma face humana em máscara, numa bem elaborada figura. Essas máscaras são guardadas em santuários e são reverenciadas com libações e preces.

A sociedade Ogboni tem suas figuras em latão, chamada Edan, que são colocados em par, instalando-se nas pontas e correntes, cabeça com cabeça, formando pares unidos. Elas são colocadas sobre os ombros dos membros da Irmandade Ogboni com canções, funcionando como um amuleto. Uma variedade de palmeiras é usada para a veneração de “caridites”, retratando a mulher. Sociedade e cultos específicos fazem parte das celebrações durante os festivais de máscaras, com música, danças, em uma integração total. O mais amplamente difundido culto é o dos gêmeos Ibeji, estátuas confeccionadas duplamente, reverenciadas pelo povo Yorubá amplamente.

As estátuas Ibeji são produzidas para cultuar os deuses gêmeos. Para os Ibejis são depositadas oferendas em forma de refeições fartas, rogando pela vida das crianças. Essas esfinges são produzidas com instruções oriundas dos oráculos e estão presentes em numerosas classes de esculturas africanas.

As figuras equestres são temas comuns aos yorubás, confeccionadas, preferencialmente, em madeira. Isto reflete a importância da cavalaria nas campanhas dos reis na criação do Império Oyó, nos séculos XVI a XIX. Somente os chefes yorubás tinham o privilégio de possuir cavalo. O cavalo era um importante símbolo social onde os artistas ao produzir peças inspiradas nestes animais deveriam demonstrar habilidade. O tamanho reduzido deste animal e as pequenas pernas dos cavaleiros são elementos típicos deste tipo de produção artística.

Portas esculpidas e pilares são elementos dos santuários dos palácios e das casas dos homens importantes. Cumprindo secular função são as tigelas para as nozes de cola, oferecidas como boas vindas ao visitante, [tabuleiro] “ayo” para jogos, assim como os “wari” jogados com seixos [pedras] colocados em fileiras, em depressões circulares, os tambores, as colheitas, os pentes. Adicional importância no campo das artes credita-se à cerâmica, tecelagem, às contas e peças fundidas.

Texto inspirado em trabalhos de Renato da Silveira, Reginaldo Prandi e Frank Willet

Jaime Sodré é professor universitário, mestre em História da Arte, doutorando em História Social e religioso do candomblé

Cinema e religião nos Barris

Gaiaku Regina, do terreiro Rupayme Runtoloji no documentário Povo de Santo. Foto: Wilson Militão| Divulgação

Tem programa legal para quem curte cinema e religião. Até sexta-feira, dia 26, na Biblioteca Pública dos Barris está acontecendo a mostra de documentários como Atlântico Negro na Rota dos Orixás, Povo de Santo, Orixás da Bahia, Atabaque Nzinga, dentre outros.

A entrada é gatuita e o projeto é uma iniciativa do Núcleo Omi-Dudú que realiza o projeto Ponto de Cultura Odara Dudu. A exibição é na sala Luiz Orlando, que fica no 3º andar da biblioteca. Tem exibição das 9 às 11h50 e das 14 às 17 horas. Para conferir a programação clique aqui.

Homenagem aos sacerdotes músicos

Já começaram a chegar as primeiras respostas para a II Promoção Cultural do Mundo Afro. Desta vez a homenagem é para os sacerdotes músicos do candomblé.

Os vencedores vão receber o CD Música Sacra do Candomblé e Tributo à Ancestralidade-Cortejo do Presente de Yemanjá- Ilha de Itaparica, Bahia. O trabalho foi produzido por Jaime Sodré e Carlos Maguary.

Para concorrer é só enviar o nome de três sacerdotes músicos de um terreiro de candomblé baiano e as suas idades. Mais atenção: os três devem pertencer ao mesmo terreiro. O nome da Casa, endereço, nação e identificação da sua liderança também devem constar na resposta.

Ganham  as duas indicações com maior soma das idades. Mãos à obra e boa sorte.

De volta

O Mundo Afro está de volta depois de alguns dias de ausência na atualização dos posts. Desculpem o intervalo, mas a maratona de trabalho no Carnaval e outros compromissos me obrigaram a dar uma desacelarada. Estamos de volta e com a novidade de mais uma promoção cultural, como vocês podem conferir abaixo.

II Promoção Cultural do Mundo Afro

Promoção do Mundo Afro faz homenagem aos sacerdotes músicos do candomblé. Foto: Xando Pereira| AG. A TARDE

Como havia prometido, temos uma nova promoção cultural no Mundo Afro. O brinde, mais uma vez, está sendo oferecido pelo professor Jaime Sodré que ficou animadíssimo com os resultados da anterior. Depois da literatura, vamos agora privilegiar a música religiosa, afinal um dos mais importantes elementos do candomblé é o canto.

São os sacerdotes músicos – alabê (nação ketu), huntó (nação jeje) e xicarangoma (nação angola)- que conhecem os cantos capazes de levarem as divindades a dançar. É uma beleza vê-los em atividade não só por meio da canção, mas também dos toques.

Vale ressaltar que é uma atividade cujo conhecimento é repassado oralmente de geração a geração. Além disso, embora seja de uma determinada nação, o sacerdote, normalmente, também domina conhecimento sobre os toques das demais.

Vamos então às explicações sobre a promoção: os concorrentes devem enviar o nome de três sacerdotes músicos de um terreiro de candomblé baiano e as respectivas idades. Mais atenção: os três devem pertencer ao mesmo terreiro. O nome da Casa, endereço, nação e identificação da sua liderança também devem constar na resposta.

As duas indicações com as idades que somarem o maior número de pontos ganham o CD intitulado Música Sacra do Candomblé e Tributo à Ancestralidade-Cortejo do Presente de Yemanjá- Ilha de Itaparica, Bahia. A produção é de Jaime Sodré, que é xicarangoma, e Carlos Maguary.

Vocês podem enviar as respostas até a próxima sexta-feira, dia 26. Devem também acrescentar o nome e endereço completo. Não se preocupem que estas informações não serão publicadas. Elas servem apenas para o envio dos brindes. Aguardo os resultados que serão também uma homenagem a estes sacerdotes.

Parabéns para a Secult

Objetivo central do projeto Ouro Negro é dar visibilidade a agremiações como o Muzenza. Foto: Fernando Vivas | AG. A TARDE

A gente destaca, geralmente, os erros dos governos, mas é questão de justiça dar os parabéns à equipe da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) pelo bom trabalho no Carnaval.

O programa Ouro Negro, como tudo, pode ser aperfeiçoado, mas deu um novo gás para as entidades afro de vários formatos.

A programação de trios independentes financiados pela secretaria também deu visibilidade à diversidade oferecendo desde música eletrônica até reggae e samba.

Num Carnaval, que cada vez mais cai na mesmice, a iniciativa da Secult é um sopro de novidade.

A despedida do Ilê Aiyê e dos afoxés

O desfile do afoxé Filhos de Gandhy sai hoje do Pelourinho. Foto: Eduardo Martins | AG. A TARDE

A festa no Circuito Batatinha (Centro Histórico) começa às 15 horas com o Filhos de Olorum. Em seguida vem o encerramento do Carnaval do afoxé Filhos de Gandhy.

Tem ainda destaques como o Korin Efan, às 16h20, e o Okanbí, comandado por Jorjão Bafafé, que sai às 18h20.

É um bom aquecimento para a última passagem do Ilê Aiyê este ano, a partir das 19h40 e de Os Negões logo em seguida.

Olodum, Commanche e Apaches

O Olodum encerra seu Carnaval homenageando a África do Sul. Foto: Fernando Vivas | AG. A TARDE

A partir das 19 horas, o Olodum desfila com sua homenagem à África do Sul, encerrando o seu Carnaval no circuito Campo Grande-Avenida (Osmar).

Vale também apoiar a luta de resistência dos blocos de índio. O Commanche sai às 20h30, seguido pelo Apaches do Tororó.

A última noite do mais antigo circuito do Carnaval baiano tem ainda o Muzenza, a partir das 22h10.

Quilombolasoul e A Mulherada

A Mulherada faz show hoje no Circuito Dodô. Foto: Thiago Teixeira | AG. A TARDE

O último dia de festa no Circuito Dodô (Barra-Ondina) tem o trio Quilombolasoul com Dão, DJ Bandido, Gerson King Combo e Samba Chula de São Braz. É mais um dos trios patrocinados pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

No final da noite, a partir das 23h30 tem a A Mulherada.

Festa no Pelourinho

Nelson Rufino anima o bloco Pagodão do Caçote hoje no Batatinha. Foto: Gildo Lima | AG. A TARDE

A partir das 15 horas no Circuito Batatinha (Centro Histórico) tem o bloco Pagodão do Caçote com Nelson Rufino. Hora de sambar até o pé aguentar.

São tabém vários afoxés passando pelo circuito como o Filhos de Korin Efan, a partir das 16 horas.

Às 17h30 tem o Okanbí que é sempre bom de ver por conta das inovações sonoras que o mestre Jorjão Bafafé sempre produz.

Mais Carnaval Afro no Campo Grande

O Malê De Balê volta hoje à Avenida. Foto: Luciano da Matta | AG. A TARDE

O Ilê Aiyê faz o seu desfile no Campo Grande a partir das 18 horas. É um dia especial, pois o bloco passa mais cedo no circuito oficial.

Às 20h30 tem o Malê De Balê sempre bonito de se ver. Às 21h50 é a hora do Muzenza, seguido pelo Mundo Negro.

Gandhy abre o Carnaval na Barra

O Gandhy saiu ontem pela primeira vez no Carnaval 2010. Foto: Eduardo Martins | AG. A TARDE

A partir das 15 horas de hoje, o Gandhy, que começou seu Carnaval ontem, abre o Carnaval no circuito Barra-Ondina.

Outro destaque é o Trio do Reggae programado pra sair às 16h30 com Dionorina, Gilsan e Jorge de Angélica.

E para quem tiver um pouco mais de resistência a partir das 2h10 tem o trio Afro Pop com Margareth Menezes fechando o dia de festa no circuito.

Hoje tem afoxé no Centro Histórico

O Fihos de Gandhy durante a passagem pela Praça Castro Alves no Carnaval do ano passado. Foto: Fernando Vivas|AG. A TARDE

Todo mundo sabe a batalha que é para colocar os afoxés na rua, mas apesar das dificuldades eles dão um belo exemplo de resistência.

Hoje a partir das 16 horas uma das mais tradicionais destas agremiações, o Korin Efan, desfila trazendo não só a sua banda mas também o Bumba Boi de São Francisco do Conde e Taiz.

Em seguida é a hora do tapete branco do Filhos de Gandhy ser formado. Antes do desfile tem o tradicional ritual que pede licença às divindades do candomblé para que o Carnaval do afoxé aconteça de forma tranquila.

Afro Imagem: o show do Malê

Ontem foi dia de apresentação do Malê De Balê. No registro do repórter fotográfico Luciano da Matta, do Grupo A TARDE, a passagem do bloco pelo Campo Grande.

Afro Imagem: O Mais Belo dos Belos cumpre seu ritual

Pela primeira vez sem Mãe Hilda, o mais antigo bloco afro do Carnaval baiano, o Ilê Aiyê, cumpriu seu tradicional roteiro antes de ganhar as ruas e rezou por paz e tranquilidade. Um registro do desfile do “mais belo dos belos” pelas ruas da Liberdade foi feito pelo repórter fotográfico do Grupo A TARDE, Walter de Carvalho.

Samba e Os Negões no Campo Grande

Um registro do desfile de Os Negões no Carnaval do ano passado. Foto: Thiago Teixeira | AG. A TARDE | 22.02.2009

No Circuito Osmar (Campo Grande) hoje tem trio independente patrocinado pela Secretaria Etadual de Cultural (Secult) com Cacau do Pandeiro, Ludmillah, Neto Bala e Samba da Moças, a partir das 19h30.

Para quem ainda tiver fôlego, a partir das 22h50 é hora de acompanhar o desfile do bloco afro Os Negões, com a banda homônima.

Dia de curtir o Olodum

Na sexta-feira o Olodum fez o seu primeiro desfile pelas ruas do Centro Histórico. Foto: Fernando Vivas| AG. A TARDE

A partir das 15 horas de hoje tem o Olodum na Barra. O bloco afro é quem abre a festa no circuito.

O Olodum está homenageando um país desde a sua primeira saída na sexta-feira, quando o tema foi a Índia. O Brasil é o homenageado de hoje e na terça-feira é a vez da África do Sul.

Hoje tem saída do Ilê Aiyê

Ilê Aiyê faz hoje a sua estréia no Carnaval. Foto: Eduardo Martins | AG. A TARDE | 05.02.2005.

Hoje é dia do Ilê Aiyê subir a Ladeira do Curuzu. Nos 36 anos do bloco será a primeira vez que o mais belo dos belos estará sem Mãe Hilda, falecida em setembro do ano passado.

A programação tradicional está mantida e a expectativa é sobre a forma que o ritual de saída vai tomar, antes marcado pela cerimônia em que Mãe Hilda pedia para que as divindades do candomblé abençoassem o bloco, abrindo os seus caminhos.

O Ilê tem a passagem pelo Campo Grande- pois após o desfile na Liberdade dispersa no Plano Inclinado para se reencontrar no circuito oficial- programada para as 23h30, mas tradicionalmente sempre há atraso. Se bem que para ver o mais antigo afro da cidade vale a pena esperar.

Africantar no Circuito Batatinha

O grupo Africantar se apresenta hoje em trio independente. Foto: Divulgação

Tradicionalmente, o Circuito Batatinha (Centro Histórico) é o palco dos afoxés e outas agremiações afro que resistem em meio às varias dificuldades para continuar desfilando no Carnaval.

A festa começa hoje às 15 horas. Vale um destaque para o trio elétrico Terreiro Africantar. O trio vai trazer o grupo Africantar e as cantoras Ana Paula Albuquerque e Fabiana Aleluia. O ponto de partida é a Rua Chile em direção ao Campo Grande, a partir das 19 horas.

É mais um dos trios patrocionados pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult). O trio faz uma homenagem ao cantor e compositor Matheus Aleluia, ex-integrante do grupo Os Tincoãs que tem acompanhado o Africantar.

O grupo tem um repertório com releituras de composições que enfocam os ritmos afro-brasileiros com destaque para o samba, ijexá, afoxés, aguerês, batás, dente outros ritmos.

O Africantar é resultado de pesquisas musicais que são desenvolvidas na Escola de Canto Popular, mantida pela cantora e professora Ana Paula Albuquerque. Portanto, novidade na avenida.

Bloco de Índio e os afro

Commanches continua a sua luta de resistência. Foto: Ivan Cruz | AG. A TARDE| 06.02.2008

Fundado em 1974, o Commanche é um dos poucos blocos de índio que consegue resistir. O desfile começa hoje às 16 horas, no circuito Dodô (Campo Grande-Avenida) com Samhope Bambam e a participação da família Veloso.

À noite, a partir das 20 horas, tem a beleza do Malê De Balê. O bloco traz como um dos seus destaques a sua belíssima ala de dança. Em seguida o samba retorna à avenida com o bloco Vem Sambar embalado por Dudu Nobre, Nelson Rufino, Bambeia, Movimento, Juliana Ribeiro e Melodia Costa.

Por volta das 21h30 é a vez da Banda Didá chegar à Avenida, possivelmente com mais uma homenagem ao maestro Neguinho do Samba. Em seguida tem Muzenza e Bankoma.

Mistura de ritmos na Barra

Gerônimo é uma das atrações de trio independente na Barra. Foto: Iracema Chequer | AG. A TARDE

Hoje tem a partir das 15 horas um trio independente que promete. No comando vão estar Gerônimo, que com seus shows na Igreja do Passo arrebentou no início do Verão; Matheus Aleuluia; o samba de Aloísio Menezes e Portela e Mônica Sangalo.

Alvorada festeja seus 35 anos

Um registro do Alvorada em seu desfile do Carnaval 2007. Foto: Xando Pereira | AG. A TARDE| 17.02.2007

Hojte tem a festa dos 35 anos do bloco Alvorada. A agremiação começa o seu desfile a partir das 22h30 com Samba de Cozinha, Bambeia, Gal do Beco, Aloisio Menezes, Raimundo Sodré, Roberto Mendes e mais Marquinho Sathan e Délcio Luiz.

O Alvorada, que é o mais antigo bloco de samba do Carnaval baiano, sai homenageando o município de Maragojipe e suas manifestações culturais.

Situado a 130 km de Salvador, Maragojipe incorporou ao seu Carnaval as festas européias do séxulo XIX. Tudo isso misturado à tradição do samba de roda. É esse mundo que o Alvorada quer mostrar na Avenida. Quem ainda quiser conferir alguma informações sobre o desfile pode ligar para 3322-3684 e 3321-3675.

Elza pede passagem na Barra

Elza Soares anima os foliões do circuito Barra-Ondina hoje à noite. Foto: Marco Aurélio Martins | AG. A TARDE

E tem samba no circuito Dodô ( Barra-Ondina) a partir das 22h50 com Elza Soares. A cantora sai no trio Elza Pede Passagem acompanhada por Marcella Bellas e Sambatrônica.

Afro Imagem: A festa do Alerta Geral

Confiram no registro feito pelo repórter fotográfico do Grupo A TARDE, Luciano da Matta, a animação dos foliões do bloco Alerta Geral que desfilou ontem à noite no circuito Osmar (Campo Grande- Avenida)

Homenagem a Neguinho do Samba

Neguinho do Samba será homenageado em trio independente. Foto: Edmar Melo | AG. A TARDE 10.08.2003

No Circuito Batatinha (Centro Histórico), a partir das 20h10 de hoje tem um trio independente que faz uma homenagem a Neguinho do Samba.

A homenagem vai ser comandada por Tonho Matéria, Didá, Anderson Souza e Mestre Jackson.